sábado, 19 de setembro de 2015

Angst

Daqui, tenho pouco.
De passagem, desencontros e palavras inválidas.
Me adequando ás circunstâncias, até quando
Se assumir, se tirar, se gritar...
O que resta é fogo, inquietude, ansiedade.
É rasa essa verdade.
Tenho mais da ausência
Do tempo urgindo
Me engolindo,
Mastigando.
Deglutida, digerida.
Misturada.
Tenho mais da fuga, da incerteza,
Da contagem estremecendo meus dedos.
Considere os fatos
O (quê) do agora me pertence:
Finitude, incompletude.
No fim, sou vontade. 
Resto de possibilidades
A ponte que se faz querer
Continuar, mover.
Em busca do inexistente, inalcançável.
Tortura essencial
Que sufoca com ar
Dispensando o último suspiro.
Ainda e, por isso,

Viva. 

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