Não há mais luz na nossa figura
Mudaram os focos
Trocaram as cores
Apagaram as minúcias
Não nos reconhecerão mais
Faremos inventários
Das nossas dúvidas
E nos deitaremos na escada
Pra sentir a Terra em movimento
Mesmo que só em nós
Permaneceremos.
quarta-feira, 11 de maio de 2016
Do descontínuo
Fizemos ensaios do nosso estasiamento
Jogamos sério
Contamos casas
Moinhos de vento
Escrevemos cartas
Palavras do nosso sustento
E hoje ao ver
Tão obscuro o nosso encontro
Truncado o seu silêncio
Creio-te desvairado em pensamento
Mas ainda escravo do próprio pecado imaginado
Se te tento, intrometo, te temo
Vem dos percalços e se diz impossível
Resto inconciliável
Figura ausente
Negação autodelirante
Autocensura
Autocomiseraçao
Ainda não sabe que é esboço apagado e transparente
Ninguém te detém
Ninguém te contém
Ninguém te ama
E como rei do próprio império caído
Figura resplandecente na própria escuridão
Totem mitigado pelo próprio tabu
Fica fraco, pouco, vulgar
Fábrica solitária e indistinta
Morre no precipício das horas
Aniquilado na estupidez dos dias.
Jogamos sério
Contamos casas
Moinhos de vento
Escrevemos cartas
Palavras do nosso sustento
E hoje ao ver
Tão obscuro o nosso encontro
Truncado o seu silêncio
Creio-te desvairado em pensamento
Mas ainda escravo do próprio pecado imaginado
Se te tento, intrometo, te temo
Vem dos percalços e se diz impossível
Resto inconciliável
Figura ausente
Negação autodelirante
Autocensura
Autocomiseraçao
Ainda não sabe que é esboço apagado e transparente
Ninguém te detém
Ninguém te contém
Ninguém te ama
E como rei do próprio império caído
Figura resplandecente na própria escuridão
Totem mitigado pelo próprio tabu
Fica fraco, pouco, vulgar
Fábrica solitária e indistinta
Morre no precipício das horas
Aniquilado na estupidez dos dias.
segunda-feira, 9 de maio de 2016
Retrato
O enganar-se topa com o depois
Se depositando no fundo da sede.
É tênue, não se sustenta.
É fraco, arrebenta-se.
Se é só o pó
Aquilo que sobra,
É só o pó o que vejo.
Não é nada, no fim.
Nem memória.
Porque memória se desfaz,
E é na falta que se aconchega.
Na verdade, no abraço do vazio.
É em terras firmes que anda
Descalça.
domingo, 10 de abril de 2016
O movimento
Participei
da minha vida
como um disco roda
repetindo
o que em mim foi gravado
e no lugar dos arranhões
erros
e na forma de continuar
circular
de longe, zelo
mas em detalhe ranhuras
desejos?
ainda não sei
qual é a música que ouvem
se há ritmo
mas há algo que sola
e consola
o zumbido
que vem de dentro.
da minha vida
como um disco roda
repetindo
o que em mim foi gravado
e no lugar dos arranhões
erros
e na forma de continuar
circular
de longe, zelo
mas em detalhe ranhuras
desejos?
ainda não sei
qual é a música que ouvem
se há ritmo
mas há algo que sola
e consola
o zumbido
que vem de dentro.
sábado, 2 de abril de 2016
Areal
Com tantas figuras,
Sem muitos porquês
Fui deixada várias vezes
Por você
Por todo esse tempo.
Desfeita, reencontrada.
Revista, refigurada.
Hoje sou outra
E não sou mais deixada.
Não por você.
As beiras-águas,
Entretanto,
Continuam molhando os meus pés
Que marcam a areia
Descobertos pela água.
Se hoje não vem mais,
Vou outras, várias vezes.
Não sou a mesma, outros nomes.
Construídos de areia.
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