Pois, então,
Eu disse que te queria bem
Mas, meu bem
Eu mentia
A dignidade de certas palavras nem tive
O sofrimento do seu moderado silêncio eu bebi
Como longos goles frescos
Como se fosse álcool a derrota
E revivado por aquilo que a distância vela
Sou fustigada dia-a-dia por aquilo que não revela
Daqui não te alcanço e nem quero
Um brinde àquilo que hoje não reconheço
Um brinde cego à tudo que me despedaça
Estive pouca, minha razão fraca
E hoje já ambientada à desvalia
Não mais me chamo à revelia
Desvio e estremeço
Diante de pequenos altares muito ornados
A moldura é cedro
A imagem é compensado
Desconheço aquilo que ressoa
Qualquer som me assombra
Mas nem toda música acalma
Ando muito cansada de certas medidas
Médias repetidas
Causas perdidas
E ainda que eu caminhe ao seu lado
Atormentada, destoante
Pode ser que eu esteja longe
E que não haja mais hora em que nos encontremos
A linha é muda, não atendo
A sorte é torta, não governo
A vida toda ou por enquanto
O tempo que opera em mim
é tempo indeterminado
domingo, 25 de dezembro de 2016
sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
Dead moon
If I were,
the bright light
the shadow side
the cold land
the black quicksand
inside the deep night
Could you,
dear fear
forget this little old friend
my body, my soul, my brain
release my hand
and just get lost with me?
the bright light
the shadow side
the cold land
the black quicksand
inside the deep night
Could you,
dear fear
forget this little old friend
my body, my soul, my brain
release my hand
and just get lost with me?
sábado, 10 de dezembro de 2016
Frescor
Eu, sopro
Incorporea e porosa
Obviez quase palpável
Pode ser que já saiba
Que há muito te espero
Entra em casa
Refresca a sua boca na minha
Banha meu corpo no seu
Faz de mim sua correnteza
Irrefreável
Mutável
Vem
Desagua em mim
Incorporea e porosa
Obviez quase palpável
Pode ser que já saiba
Que há muito te espero
Entra em casa
Refresca a sua boca na minha
Banha meu corpo no seu
Faz de mim sua correnteza
Irrefreável
Mutável
Desagua em mim
sexta-feira, 23 de setembro de 2016
Desconstrução
Que diferença faz?
Se mim ou tu
se esse dois
é sempre o número de discórdia
anuviado e árido
espaço de nós
Já não há mais cerimônia
a simples conferência do polegar
estamos sempre desafiando aquela última minúcia
que vai ser o motivo
fim e equívoco
não vamos parar até sentir o gosto de sangue na boca
dor inespecífica
tontura, bocejo
seria a derradeira hora
o último som de estar vivo
chegando matizado
mastigando o seu enfado
sua má filosofia
luz batendo oblíqua
cega suas janelas bloqueadas de certeza
protege seu fardo
o cheiro quente ou
embalo ritimado
do átrio
do meu eu
do seu nada
Se mim ou tu
se esse dois
é sempre o número de discórdia
anuviado e árido
espaço de nós
Já não há mais cerimônia
a simples conferência do polegar
estamos sempre desafiando aquela última minúcia
que vai ser o motivo
fim e equívoco
não vamos parar até sentir o gosto de sangue na boca
dor inespecífica
tontura, bocejo
seria a derradeira hora
o último som de estar vivo
chegando matizado
mastigando o seu enfado
sua má filosofia
luz batendo oblíqua
cega suas janelas bloqueadas de certeza
protege seu fardo
o cheiro quente ou
embalo ritimado
do átrio
do meu eu
do seu nada
O sentido
Entrecruza os dedos
por cima da minha barriga
e conta aquela história
que vai me aterrorizar
eu vou
à revelia do seu contento
pois hoje já sou tarde
e minha
agora eu só tiro o pó da nossa manta puída
partes não vividas
sombras, nós somos o semblante
das palavras velhas
espiritualizando os cantos da casa
ainda viva na minha essência
morre aos poucos nos meus olhos
entrementes a distância
entrelinhas a corrente
que nos une em desagrado
abraço
forçado
que vem para arrefecer nosso choque
eu só te quero em paz
mas aporto do outro lado
pois não se pode amar
sem se afogar.
por cima da minha barriga
e conta aquela história
que vai me aterrorizar
eu vou
à revelia do seu contento
pois hoje já sou tarde
e minha
agora eu só tiro o pó da nossa manta puída
partes não vividas
sombras, nós somos o semblante
das palavras velhas
espiritualizando os cantos da casa
ainda viva na minha essência
morre aos poucos nos meus olhos
entrementes a distância
entrelinhas a corrente
que nos une em desagrado
abraço
forçado
que vem para arrefecer nosso choque
eu só te quero em paz
mas aporto do outro lado
pois não se pode amar
sem se afogar.
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